quarta-feira, 24 de julho de 2013

Que cheiro você tem?

É normal abraçar alguém e ficar com o cheiro daquela pessoa por um tempo em você. Da mesma forma, onde houver um cristão impregnado da essência de Cristo por abraçá-Lo constantemente, ali se exala o Seu perfume, suave mas ao mesmo tempo forte, agradável e permanente. Exala não porque o queira, mas porque não pode impedir que essa fragrância agradável se espalhe pelo ambiente onde se encontra, esse cheiro está impregnado nele.

Você pode nunca ter visto Deus, mas pode sentir o cheiro agradável que Ele tem e que exala por meio dos Seus filhos que constantemente O abraçam.

Graças a Deus, que sempre nos faz triunfar em Cristo, e por meio de nós manifesta em todo o lugar a cheiro do seu conhecimento.
Porque para Deus somos o bom perfume de Cristo, nos que se salvam e também nos que se perdem. 

[2 Coríntios 2:14-15]

E então, que cheiro você tem?

terça-feira, 23 de julho de 2013

A Mãozinha

Hoje vi uma mãozinha muito especial, linda mão diria eu. Mão pequena, frágil, delgada, salpicada de sinais e enrugada pela idade. Era a mão de uma senhorinha. Deitada no leito, no cantinho da sala número dez do hospital Arthur Ramos. Um soro pendurado que gotejava, cabelos brancos meio escondidos no lençol e no dedo frágil dessa mãozinha de fora, um anel de casamento, dourado e brilhante como novo, como se para ele o tempo não tivesse passado.

domingo, 14 de julho de 2013

Resenha - Cartas de um diabo a seu aprendiz

Cartas de um diabo a seu aprendiz, C. S. Lewis
(★★★☆☆)

Enquanto esperava o carro no lava-jato, terminei hoje pela manhã "Fitafuso propõe um brinde", o anexo final ao livro "Cartas de um diabo a seu aprendiz", de C. S. Lewis. Esse livro acaba de ir para minha lista dos mais edificantes!

Lewis adotou no livro, a figura de um diabo experiente de alta patente, que envia cartas a seu sobrinho, um diabo aprendiz de tentador. Através dessa figura, Lewis tenta desnudar a confabulação espiritual que guerreia por trás da vida de cada ser humano. É óbvio que Lewis não possui a essência da mentalidade diabólica, porque sendo humano, não possui a natureza de um demônio. Na verdade, quando você lê as cartas, absorve a compreensão que Lewis tinha de como o diabo atua na destruição de uma alma humana. E como ele não possui a ciência da maldade como um próprio diabo, Lewis claramente usa sua visão cristã admirável, "pura e simples" e aplica sua antítese para simular a mentalidade diabólica do tentador. É genial!

Em suma, o livro é extremamente edificante, mas te incomoda um bocado! Se você prefere a posição perdidamente confortável dos cristãos contemporâneos, eu não te recomendaria esse livro. Mas se você for um "cristão à moda antiga", à moda de Cristo, vai fundo! Você vai apanhar um bocado enquanto lê. É como receber golpes de karatê na consciência, e você vai gostando. Quase um masoquismo literário.

Boa leitura, e boa morte ao seu eu.

quinta-feira, 4 de abril de 2013

Mais forte que as Circunstâncias

Há muitas variáveis que unem as pessoas durante a vida. Um novo emprego, a aprovação no vestibular, o prédio novo, a igreja nova, até um encontro ocasional. As pessoas se conhecem, por motivos quaisquer, criam conexões entre si e se entrelaçam. Descobrem coisas em comum, espaços e preenchimentos umas nas outras. Elas se trocam entre si, e essas coisas as unem. Essas coisas que as unem são as circunstâncias.

Sabemos que as pessoas vêm e vão o tempo todo na vida. Algumas ficam conosco por um tempo, mas depois, como a maioria, elas partem. Às vezes nem se despedem. (Também é verdade que quando a gente não diz adeus, é porque nunca quis ir embora). Isso porque as circunstâncias são laços finos, muito frágeis, insuficientes para manter as pessoas unidas por um certo tempo, um tempo longo como a vida (que nem é tão longa assim). As circunstâncias podem ser super-poderosas no calor do momento: Podem roubar o são juízo de um homem sensato, levar um homem valoroso ao suicídio, ao adultério, à prisão. São contudo, pateticamente débeis quando confrontadas com o passar do tempo. O tempo é essa máquina de moer circunstâncias. Com o tempo, elas se dissolvem numa sopa de mudanças. Então novas circunstâncias são criadas e se achegam imperceptivelmente, sorrateiramente, na ponta dos pés, e sem que você se dê conta, mudam tudo na vida.

Não tenho mais os mesmos amigos dos 15 anos. Nem sou mais o mesmo de 15 anos. As circunstâncias mudaram, e levaram embora aqueles com os quais eu antes me ligara. Mas também percebo que nem todos me foram roubados. Alguns resistiram às mudanças que as circunstâncias me trouxeram.

Nesse ponto você pode perceber que existe um outro tipo de laço, sobejamente mais forte que as circunstâncias. Algo capaz de unir as pessoas de forma incircunstancial, imperecível, incondicional.

Pense nos seus pais. As circunstâncias mudam até hoje entre vocês. Às vezes inundam a casa toda numa tempestade torrencial. Muitas vezes quase nos afogam, mas nós resistimos. Lutamos bravamente, e estamos aqui, unidos! Mas unidos pelo quê, senão for pelas circunstâncias? O que pode ligar as pessoas de tal forma, que elas lutem assim para permanecerem juntas?

Isso que liga as pessoas assim, voraz como a fome, forte como a saudade, é  amor. Amor é só uma palavra, mas quando você lê 'amor', essas quatro letrinhas podem fazer sua rede cognitiva acionar algum tipo de novela mexicana, tocado alguma música depressiva de fundo, e você fica com a sensação de ter se lambuzado com melaço de cana. Pare de tocar essa música. Não estou falando de melodrama. Falo de algo inteligível. Diferente das circunstâncias, o amor não é ocasional e também não é burro. Você pode não ter escolhido encontrar uma pessoa, mas para amá-la você precisou tomar decisões. O amor é de livre-arbítrio. É feito de propósito. É inteligente. É costurado. A coisa burra que as pessoas chamam de amor e as faz sofrer é criado pelas circunstâncias, que como já falei, são seres malévolos.

O amor é a única coisa suficientemente forte capaz de unir as pessoas de uma forma incircunstancial. Você lutará para manter-se unido a alguém que ama, e fará isso de propósito e com sobriedade, levando em conta todo auto-sacrifício envolvido. Usará tudo o que tem nessa empreitada, mesmo sem entender que força é essa que te move assim. De alguma forma, o amor não é compreensível. Mas é forte. Muito forte.


O amor é paciente, o amor é bondoso. Não inveja, não se vangloria, não se orgulha.
Não maltrata, não procura seus interesses, não se ira facilmente, não guarda rancor. 
O amor não se alegra com a injustiça, mas se alegra com a verdade.
Tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta.
O amor nunca perece; mas as profecias desaparecerão, as línguas cessarão, o conhecimento passará. 
1 Coríntios 13:4-8
Mas ele permanece.

quarta-feira, 26 de dezembro de 2012

Um tantinho ridículo

Todo mundo almeja o resultado, mas considera o esforço árduo uma coisa dispensável. Isso é paradoxal e um tantinho ridículo também.

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O preguiçoso deseja e nada consegue, mas os desejos do diligente são amplamente satisfeitos. [Provérbios 13:4]
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